Vanda Palma

Em 2001, instalada em Castro Verde, Vanda Palma decidiu dedicar-se à cerâmica. O ofício surgiu-lhe depois te der aproveitado os restos de barro que um amigo tinha em casa. Entrou pela porta da oficina e das suas mãos começaram a brotar peças, sobretudo bonecas coloridas e contentes, que acabam por transmitir a alegria que a artesã sente por poder trabalhar a matéria e prosseguir o seu sonho no mundo das artes.  Um Alentejo profundo, de meados do século xx, onde um amor que não cumpre a tradição, é o cenário para a condenação de uma moça à má língua e vergonha, mas também à superação, coragem e reinvenção.  Uma metáfora à passagem do tempo, que tudo cura , transforma e relativiza é o ambiente perfeito para contar esta quase trágica (e quase cómica) estória da prima Joana do monte da lagrima e seu amado Sebastião do lugar da triste lembrança, ou o lugar do primeiro amor. Por detrás desta “estória”, materializada em cerâmica e em papel, está Vanda Palma, uma “alentejana” de Castro Verde, que criou as personagens, deu-lhes vida através da cerâmica (um conjunto de cerca de 30 peças únicas), e que – de tanta vida – saltaram de imediato para o papel, na edição de um livro com o mesmo nome.

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